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Meninão do pai!

Junho 1, 2008

Nesses tempos de total confusão na cabeça, sem saber o que fazer ou não, eu acabo fazendo uma coisa que eu faço desde quando eu era beeeem pequenininho: correr pra prateleira e pegar esse livro que fez parte da minha adolescência, e quando a coisa aperta, sempre dou uma relida nele, pra entrar no eixo, por mais bobinho e inocente que ele possa parecer pra alguém que já tem 22 anos pro lombo. Nós, os Garotos, é meio que um guia prático de como agir em diversas situações, e tem desde coisas óbvias, como cuidar da sua saúde, explica as mudanças no corpo, como se vestir, se organizar em casa, e no seu quarto, como se comportar na escola, até situações mais avançadas, como organizar festinhas e conquistar garotas! Os parâmetros são de bom mocismo total, coisa que não é muito válida nos dias de hoje, mas é um livro que eu pretendo guardar para que meu filho leia, isso se ele for tão teórico quanto eu, mas tomara que ele seja mais passional e “malandrão” do que eu! Vou escrever aqui um dos trechos que eu mais gosto do livro, que instrui o garotão em questão a chegar na mulherada:

Teste seu Charme. Uma garota chama a sua atenção. Como seria bom se ela reparasse em você! Mas talvez seus amigos também a tenham notado, e então você terá concorrentes. É preciso ganhar essa parada. Não se precipite feito louco para atrair a atenção dela. As garotas chamam isso de ‘dar uma de gostoso’. Elas detestam essa atitude. É preferível fazer o tipo simpático misterioso. Faça-a falar de si mesma. As garotas adoram esse tipo de coisa. Use o lance do Pseudocientista. Analise os traços fisionômicos e descreva a personalidade dela.”

É, de fato precisava dar uma relida nisso, nesses momentos de incerteza. Nostálgico, mas sempre bom!

Leva Vitória Régia, leva!

Abril 20, 2008

Acabei de ler esse genial livro, que me fez ver que Tim Maia é um monstro da música brasileira, mas sempre nas entrelinhas, talvez por não ter a beleza de Roberto Carlos à época, a discrição de João Gilberto, ou então as ideologias de Caetano e Gil. Mas se avaliar suas músicas, suas doideiras, seu carisma e seu gande coração, é fácil compreender o apelido de síndico do Brasil, uma antítese do bom mocismo e da cateriçe da ditadura militar. E são inúmeras as doideras narradas no livro, como sua frustrada temporada nos EUA, contando inclusive com prisões e terminando deportado, suas inúmeras “estratégias”, que sempre acabavam com sua ausência aos shows, o que gerou inclusive a “síndrome de Tim Maia”, quando uma pessoa marcava de aparecer e nem dava as caras, e a fase Racional, onde ele se meteu na seita religiosa Universo em Desencanto, uma grande furada que resultou em dois de seus maiores discos: os idolatrados Tim Maia Racional, volumes I e II.

É uma grande oportunidade de conhecer a história do, segundo o próprio, “o gordinho mais simpático da Tijuca”, que não é divulgada pela imprensa, até porque há dois fortes motivos para tal: boa parte de sua história é impublicável, e suas eternas brigas com a imprensa.