Reflexões sobre o ócio e afins – Parte 2

By leonardoace

(Foto: tirada por mim mesmo, da sensacional campanha da Revista Trip, Outdoor na Rua da Consolação, São Paulo, Janeiro de 2006.)

Ainda refletindo sobre a falta que o ócio nos faz, lembrei de um episódio da última semana que me fez pensar muito sobre o tema, até com certa complexidade. Estava na aula de Gestão de Negócios, com a professora insuportável de chata e se achando a sra. perfeita (é, professores de adm sempre se acham a perfeição em pessoa), fora a minha antipatia natural por ela, mas isso não convém dizer agora. Nessa aula, ela falava sobre ser perseverante, de dar sempre o melhor de si, mas de uma maneira bem xiita, se privando de fins de semana, feriados, e com a célebre pergunta: o que você faz da meia-noite às seis da manhã? E o pior: ela citando exemplos dela mesma, de se privar de vários momentos de lazer, inclusive de uma viagem a negócios em um lugar com neve (não citou o local) em que ela diz: “deixei de sair e conhecer a neve pra ficar trabalhando, pra um dia, poder conhecer a neve a lazer mesmo.” Até onde eu saiba, ela nunca voltou ao local referido, ou qualquer outro com neve.

E eu, com a minha linha de pensamento funcionário público, tive vontade de perguntar a professora a pergunta já feita pela revista Trip aos seus leitores (e que gerou uma ótima série de reportagens sobre qualidade de vida, quem puder, leia): Você é feliz? Não acredito que ela seja. Cercada de compromissos e se matando de trabalhar, sacrificando a vida pessoal, ninguém consegue ser feliz. Nem mesmo um workaholic, daqueles que trabalha demais por que gosta. Hora ou outra todo esse desgaste pode acarretar problemas na saúde, stress, e ninguém consegue ser feliz com a saúde cambaleando. Também entendo que uma grande parcela das pessoas não seja feliz por completo, mas agir como essa professora é uma grande contribuição para a não-felicidade, para o stress, a mesquinharia e a mediocredade como pessoa. Tá, ela pode ser uma grande profissional, mas tenho lá minhas dúvidas. Por exemplo, na minha antiga turma, na Fapi, o pessoal mais nerd, que era 10 absoluto em todas as provas, em sua grande maioria, ou não trabalha, ou faz uns estágios bem chulé, enquanto a turma do fundão, que ia pro bar todo dia, conseguiu os melhores trabalhos. Por aí eu tenho a medida de quanto as relações interpessoais podem alavancar a pessoa. E não há escola que ensine isso, a não ser a da vida. Que não pensem que sou, ou estimulo as pessoas a serem vagabundos completos, mas pessoas workaholic, nerd e sem vida pessoal não são as que gosto de ter por perto.

Gostei disso! O post foi muito além do tema proposto, e pude falar de qualidade de vida! Mas não se empolguem muito, são os Padrões Leonardo Ávila de Qualidade de Vida, que nem sempre são politicamente corretos.

Abraço!

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3 Respostas para “Reflexões sobre o ócio e afins – Parte 2”

  1. Mah___ Disse:

    HUMm… mt bom u textoo!
    como sempre… ahihauiah
    ;D~~
    i concordo plenamente! as pessoas trabalham pra conseguir se divertir… i sempre q puder issu deve ser feito!
    Pq a vida é pra issu! p/ nos proporcionar alegria!

    ;***

    bJooo

  2. Marcela! Disse:

    HAHAHAHAHAHA!
    Ótimo texto hãm?!

    E como eu sei de quem você está falando, concordo com você!
    Esses professores falam umas coisas né?
    Tem uns que são de boa, mas outros…
    Sorte sua que não tem aula com o maridinho dela, daí já era…se bem que pelo texto ele parece melhor!

    Mas é a vida!

    Beijos :*

  3. Ju Disse:

    To orgulhosa de vc !

    Parabens pelo blog!!

    bjo

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